8 de março de 2015

Dor na alma e o luto pelas crianças que sofrem

Existem dois tipos de covardias nesse nosso mundo terráqueo, que eu tenho verdadeira repugnância: violência (de qualquer tipo) contra crianças e contra animais.
Procuro fazer o máximo que posso para me posicionar contra e mostrar isso às outras pessoas ao meu redor.
Sobre a violência contra animais, por exemplo, adotamos o Vegetarianismo aqui em casa, e eu mais recentemente me tornei adepta ao Veganismo como forma de boicote à indústria da morte de animais. Ou seja, procuramos evitar ao máximo o consumo de qualquer produto feito a partir de sofrimento dos animais. Não vemos somente cachorros e gatos como animais sencientes e dignos de respeito, mas todos os outros também.
Durante esses anos já tivemos que lidar com chacotas e desdém de várias pessoas, perdemos alguns falsos amigos e ganhamos vários outros que têm a mesma visão de respeito, compaixão e responsabilidade para com o ambiente em que vivemos e que viverão nossos descendentes.
Em relação à violência contra crianças, procuramos educar nosso filho de forma que ele seja uma pessoa que respeite as outras, que não recorra à nenhuma atitude violenta pra conseguir alcançar seus objetivos. E tenho esse blog como meio de comunicação e compartilhamento de idéias com outras mães, famílias e afins, assim como a página no Facebook.
E posso dizer que também já tive que enfrentar críticas quando assumi meu interesse por uma educação mais positiva, sem qualquer tipo de violência.
Muita gente AINDA acredita que dar um tapa ou um beliscão na criança não traz nenhuma consequência negativa. Pelo contrário, muitos afirmam que é melhor bater na criança hoje do que ter que "buscá-la na delegacia amanhã".
Já escrevi aqui sobre a lei Menino Bernardo, e inclusive reproduzí estudos atuais no post Sobreviver não é viver sem traumas sobre o que chamo de hipocrisia de muitos adultos que afirmam serem agradecidos por terem apanhado de seus pais. Mas muita gente vai morrer assim, acreditando que tem o direito de agredir uma criança simplesmente porque é responsável pela educação dela e não se esforça para encontrar outras formas não-agressivas de educação.
Porque cresceram na porrada, literalmente!


Então eu acho que em certos momentos, a violência contra animais chamados "pets"(cachorros e gatos), é muito mais combatida do que a violência contra crianças.

Basta comparar a reação das pessoas perante notícias como essas:

Essa segunda notícia é bem recente e acabou com o meu dia quando acidentalmente me deparei com ela, na timeline do Facebook.
Me lembrei do caso Nardoni, e pensei em como a justiça brasileira trata os casos de acordo com a classe econômica das pessoas. Esse menino vai ser esquecido muito mais rapidamente que a menina Isabela, mas ambas as vidas foram brutalmente tiradas por suas próprias famílias.
Daí entramos em questões que, pra mim, são até existenciais: COMO e POR QUÊ uma mãe ou um pai são capazes de fazer esse tipo de coisa. Se existe um deus, como ele permite isso?
Espancar um filho por horas, vê-lo definhar até a morte... Não consigo entender e aceitar isso.
O que resta é tentar espalhar o máximo de informação que puder, pra que os famosos "tapinhas", as "palmadas educativas" deixem de existir  - porque hoje em dia é comprovado que essas medidas são a porta de entrada para um comportamento cada vez mais agressivo.
E logicamente, procurar aplicar a não-violência ao máximo, dentro de casa.
Repetir modelos de criação que já falharam de alguma forma apenas por comodismo, é crueldade e imbecilidade.
Não é fácil procurar educar de outras maneiras. Mas também, ninguém nunca disse que seria fácil, não é mesmo?
E se nós optamos por trazer esses novos seres humanos ao mundo, consequentemente temos a obrigação de fazermos tudo que pudermos pra que eles sejam seres humanos melhores do que nós mesmos.

Estou em luto pelo menino espancado até a morte pela própria mãe, e por todos inocentes que sofrem violência diariamente, sejam eles crianças ou animais de qualquer espécie.
O ser humano PRECISA buscar alternativas não-violentas para viver...

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