1 de fevereiro de 2016

[Momento desabafo] Discurso vitimista e a maneira de lidar com os erros.

Às vezes acontecem situações na vida, em que a gente se sente feita de trouxa, não é mesmo?
Um auxílio que você tenta prestar e a pessoa não reconhece, ignora e ainda por cima acha ruim.
Mas estou numa fase em que não sei se são os hormônios da gravidez, o calor excessivo ou ter entrado na casa dos 31, mas simplesmente não estou a fim de tolerar mais esse tipo de coisa.
Se tem uma coisa que não sei, é ser falsa e dissimulada. Quando alguém me pede um conselho, por exemplo, na maioria das vezes eu me disponho a colaborar como posso, porque sei o quanto é difícil não ter suporte.
Só que essa minha mania de me colocar no lugar da pessoa me traz problemas depois. Simplesmente porque nem todo mundo é realmente aquilo que demonstra ser.
Contei aqui, por exemplo, sobre aquele "episódio" em que uma pessoa da família se irritou com as minhas postagens sobre amamentação e descurtiu a página do blog, depois de postar um textão falando um monte de coisas que não tinham nada a ver com aquela pessoa que há meses atrás vinha me pedindo conselhos... Aquilo me chocou pelo tanto de falsidade e de desprezo pelo que eu tinha compartilhado, tentado ajudar de alguma forma.
Essa pessoa não leu uma vírgula dos artigos que mandei, mentiu informações, enfim... A gente acha que por ser da família vai haver alguma consideração e quebra a cara.
Seria tão mais bacana dizer "olha, obrigada pelo apoio, mas não deu certo. Mesmo assim, agradeço."
Daí hoje a situação se repetiu com uma outra pessoa que não é da família, mas que perante as dificuldades relatadas, tentei também auxiliar mesmo que "virtualmente". Quebrei a cara de novo.

Numa conversa com uma grande amiga, ela me contou que já passou por isso várias vezes, e que no final ela (no caso eu também) saiu com fama de chata, radical, etc. Não estou sozinha nessa.
Tudo é visto como julgamento, como radicalismo. Mesmo que você tenha tentado ajudar da melhor maneira, utilizado das melhores palavras e com carinho.

É tão patético quando as pessoas querem se sair como vítimas de uma situação em que elas mesmas são as juízas e inconscientemente se julgam. Daí para o ego não ficar ferido, elas ferem com palavras e sentimentos aquelas que estavam lá, quando era preciso.
Eu sei que sou culpada porque não fui atrás do que devia ter feito, mas vou me livrar dessa culpa com o discurso do "eu não sou menos-mãe..." É tão difícil assumir, né? Eu choro toda vez que vejo vídeos dos procedimentos que os hospitais fazem nos bebês, e me sinto culpada por não ter me informado sobre isso na época em que tive o Pietro. Mas isso é algo dentro dentro de mim, nunca precisei sair por aí atirando pedras com intenção de me defender, e nunca precisei proferir esse discurso barato vitimista em nenhum grupo ou página do Facebook. Eu fui aprender, pra TENTAR não cometer os mesmos erros. E é lógico que vou errar muito ainda, mas ao menos estou tentando da forma mais positiva que posso e sem magoar ninguém.

Algumas pessoas não se informam, têm preguiça de ler e só fazem o que lhes interessam.

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