19 de janeiro de 2014

Primeira ida ao cemitério

O Pietro já tinha passado recentemente por duas situações envolvendo o assunto morte, ou desencarne, como preferimos falar aqui em casa: a perda do nosso gatinho Nikolas, que ficou doente e acabou não resistindo. E o Shiva, cachorro do meu marido que também faleceu depois de muito velhinho.
Há pouco mais de duas semanas, uma tia-avó minha (tia do meu pai) que estava lutando contra o câncer, veio a desencarnar. Fiquei em dúvida se levaria o Pepê no enterro, pois talvez ele ficasse muito impressionado. Por outro lado, já conversamos com ele algumas vezes sobre esse assunto, portanto achei que não adiantaria adiar muito até que ele passasse pela experiência de ir a um cemitério e presenciar esses rituais ocidentais de morte.
Enfim, como não sou apegada a esses "rituais" de velório, fomos apenas para o enterro e evitei que ele olhasse para o corpo no caixão. Temos ensinado pra ele que o corpo morre como uma máquina que pára de funcionar. Mas que o espírito continua vivo em algum outro lugar.
Admiro muito mais a visão oriental da morte como um processo natural, assim como o nascimento. Queria ter nascido e sido criada com esse tipo de pensamento, acredito que traz menos sofrimento do que essa versão dramática e melancólica. Enfim, voltando à experiência do Pietro, ele ficou quietinho no colo do pai e depois fomos ver as estátuas e monumentos pelo cemitério. Foi um dia chuvoso, bem deprimente mesmo.
Mas até que correu tudo bem quanto ao comportamento dele, que de vez em quando pergunta uma coisa ou outra pra entender melhor o ocorrido.
Não sei como vai ser o entendimento dele sobre a morte, mas espero que seja com um pouco mais de naturalidade. Ao menos é o que estamos tentando passar pra ele...

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