6 de abril de 2014

Maternidade e a luta diária pela desconstrução do machismo

Desde adolescente me interesso por causas libertárias, incluindo o Feminismo e a igualdade de direitos entre pessoas de diversos gêneros sexuais. Mas confesso que algumas vezes me peguei reproduzindo (mesmo que no inconsciente) frases feitas ou pontos de vista totalmente parciais e mergulhados em machismo.
Se fosse contar quantas vezes ouvi a frase: " Esse seu filho vai dar trabalho com a mulherada", com certeza já teria perdido as contas. Foram - e têm sido inúmeras vezes que as pessoas me abordam assim.
Quando descobrem que em casa as tarefas são divididas sem distinção, e que meu marido fica com a parte de cozinhar já que tem habilidade pra isso, costumam dizer: "Nossa que paizão hein! Acho lindo homem que cozinha..." Isso porque hoje em dia quem não sabe cozinhar, tem que se virar né?
Interessante é pensar que ninguém costuma achar "incrível" que uma mesma mulher consiga dar conta de trabalhar fora, criar um filho pequeno e estudar.
A desconstrução do machismo é uma luta diária. É se policiar, estar aberta a entender a importância do feminismo e praticá-lo no dia-a-dia, com o objetivo sempre de aumentar a igualdade entre homens e mulheres.
Daí você me pergunta: Como?
Bem, isso eu tenho descoberto lentamente. Desempenhando o papel de pais, a responsabilidade e obrigação de criar e educar os filhos é de AMBOS. E cabe a ambos a missão de o fazer de forma para que as crianças de hoje, sejam adultos melhores no futuro.
Se é difícil? Sim. Mas não saberia fazer de outra forma, apenas repetindo modelos de criação como se fossem fórmulas prontas.
Não acho bonito ou fico feliz quando escuto certas besteiras. Não acredito que existam "brinquedos de meninas e brinquedos de meninos". Não quero que meu filho seja uma pessoa superficial, que usa as outras apenas para o próprio ego.
E fico indignada quando vejo adultos criando suas filhas para serem submissas, também.
Precisamos nos melhorar como seres humanos, para que nossos filhos sejam humanos melhores também. Livres de preconceitos.
Alguns textos interessantes para referência:



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