4 de fevereiro de 2013

Primeiro dia na creche, 2a tentativa de adaptação.


Nem consegui dormir direito essa noite, de tanta ansiedade, porque no ano passado foi um caos a tentativa de colocar o Pietro na escola. E finalmente chegou a hora de tentar novamente.
Procurei passar bastante segurança, conversei com ele sobre o quanto é importante conviver com outras crianças, conhecer e aprender coisas novas fora da casa da vovó.
Na hora H ele chorou bastante e não queria entrar na sala. Ficamos com ele na porta (meu marido e eu) tentando convencê-lo de que seria divertido ir brincar com os coleguinhas, e assim que ele resolveu entrar, meu marido e eu saímos. Fomos os últimos pais a deixarem a escola.
Como nos primeiros dias tem adaptação, fomos buscá-lo mais cedo e vi que ele estava com aquela carinha de choro e com a mochilinha nas costas.
A professora pareceu ser bem simpática, e nos contou que o Pietro não quis desgrudar da mochila rs.
Ano passado eu dava aulas a tarde, então conseguia levá-lo na escola, mas acabou não dando certo e resolvi esperar mais um ano. Agora estou trabalhando em uma empresa que me possibilita trabalhar de casa, algumas vezes, e hoje consegui levá-lo e buscá-lo. Mas não será todos os dias assim.
Pra quem acha que é só virar as costas e deixar a criança lá, eu digo: não é fácil, se for seu filho. Mas me lembro que fui exatamente assim quando entrei no prézinho, com 6 anos.
Imagine uma criança acostumada a ficar em casa com a mãe e o irmão mais novo, tomando leitinho quente na mamadeira (tomei mamadeira até os 7) e assistindo toda a programação da Tv Cultura, da época. Claro que a gente intercalava com brincadeiras, mas pra mim foi bem difícil acostumar a ficar na escola.
O que mais me assustou no ano passado com o Pietro, foi que ele ficou doente. Nos primeiros dois meses de aulas na creche, ele teve febre alta sem parar e ficou totalmente triste, desmotivado. Aqui tem um link pra minha última postagem sobre o motivo de ter desistido da escolinha.
Espiei escondida da janela da sala de aula dele, e vi que ele pegou uma cadeirinha e ficou sentado nela, chorando. Aquilo me detonou.
Só que depois de ter desistido de deixar ele lá, ele voltou a ficar com a minha mãe e a gente teve alguns problemas. E independente de qualquer coisa, sinto que ele precisa conhecer outras crianças, brincar, aprender...
Enfim, espero do fundo do coração que ele vença essa fase de adaptação e fique bem na creche. Minha mãe fica com ele desde que ele tinha 4 meses, e acredito que será bom para todos que tenha esse convívio com crianças da mesma idade.

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