Mais uma vez estou aqui falando sobre o Diane 35, anticoncepcional que uso há anos (desde os 16, pra ser mais exata).
Nessa idade, após fazer exames, descobri que tinha a tal Síndrome dos Ovários Policísticos -SOP, e desde então vinha tomando como forma de tratamento e contracepção.
Recentemente fiz um ultrassom e descobri que meus ovários estão limpinhos. Depois que tive o Pietro os policísticos se foram, e nessas últimas semanas tenho tido um pouco de sangramento.
Tentei marcar consulta na ginecologista, mas vocês sabem como médico é difícil... Então fui no pronto-socorro da Maternidade de Campinas, e o ginecologista de plantão disse que esse sangramento é normal, devido a quantidade de hormônios que o Diane 35 tem.
Ele sugeriu, ainda, que eu colocasse o DIU Mirena. Mas sobre isso ainda tenho que pesquisar mais.
O fato é que depois de tantos anos o anticoncepcional começou a dar uns efeitos colaterais que eu nunca tinha tido antes, aparentemente pela ausência dos ovários policísticos, e isso só vai se confirmar com a palavra da ginecologista. Mas esse é um dos efeitos colaterais possíveis do Diane 35.
5 de junho de 2012
1 de junho de 2012
Desabafo
Hoje eu resolvi desabafar um pouco aqui no blog...
Às vezes as pessoas procuram a gente pra pedir conselhos e dicas, pois apesar de ser mãe de primeira viagem, eu já passei por algumas coisinhas e até posso arriscar uma idéia. Só que essas pessoas tendem a esperar que você diga exatamente o que elas querem ouvir!Procuro sempre deixar bem claro meu ponto de vista sobre os assuntos. Quem me adiciona no facebook ou quem convive comigo, já fica sabendo de algumas coisas a meu respeito. Portanto, não precisavam perder tempo esperando que eu diga o que querem ouvir.
Por exemplo: se eu AMO gatos, não espere JAMAIS que eu fale mal de gatos, ou concorde com você em alguma coisa que tenha feito contra um deles, independentemente de qual foi a razão. Não acho legal nem engraçado nada que façam contra os animais.
Se sou vegetariana, não espere que te cumprimente por ter enchido a cara de churrasco no fim de semana, mesmo que a receita tenha vindo de um especialista no assunto. Pra mim esse tipo de comentário é nojento e desnecessário.
Se defendo a amamentação prolongada e o leite materno, não espere que te diga pra dar mamadeira pra um bebê recém-nascido.
Cada um sabe o que faz, e isso faz parte da convivência com outras pessoas, mas tem horas que pedem sua opinião e você tem que falar!
Gosto muito de aprender, trocar idéias, e até me abro para novas perspectivas. Não pretendo manter minha mente fechada, contanto que os argumentos sejam interessantes. Se for fazer alguma coisa que você sabe que não me agrada, não precisa deixar de fazer, afinal temos livre-arbítrio pra fazer o que quisermos.
A partir do momento que uma pessoa te pede sua opinião, ela tem que estar com a mente aberta para qualquer tipo de resposta. Não adianta nada você pedir uma opinião se nem vai pensar e considerar a respeito. É uma perda de tempo de ambas as partes!
Só peça minha opinião se ela for muito importante pra você.
Gosto muito de ajudar, mas só quem realmente quer ser ajudado. Se esse for o caso, com certeza pode contar comigo!
É por isso que gosto do blog. Aqui você lê, aproveita o que quiser aproveitar, fecha a página e pronto!
25 de maio de 2012
Pais Vegetarianos = Filho...?
Desde o final do ano passado (Dez-2011) decidi adotar de vez uma dieta Ovo-lacto-vegetariana (que não consome nenhum tipo de carne, mas inclui ovos e leite e derivados, como queijo, iogurte etc).
Pra quem não sabe, existem tipos diferentes de Vegetarianismo, e a que eu sigo elimina somente o consumo de carnes de qualquer tipo. Sim, carne branca também é carne, portanto não como.
E posso dizer que é muito gostoso explorar outros sabores. Não sinto falta nenhuma de carnes, até mesmo de peixe, que eliminei por último.
As pessoas têm mania de reparar só no que você está deixando de comer, e não em tudo que você pode experimentar, criar. Parece que só existe carne no mundo, pra comer.
Mas enfim. Estou escrevendo esse post porque como o blog é sobre meu filho e algumas pessoas me perguntam muito se parei de dar carne para ele, eu respondo: o Pietro NÃO parou de comer carne.
O Pietro sempre comeu uma variedade imensa de alimentos. Adora tudo, come de tudo, até mais do que eu. E sinceramente, acho que nem ele notou a ausência da carne em casa, porque ele também come na vovó, quando sai, etc.
Algumas pessoas me perguntam, até com um certo pavor, se estou "privando meu filho de comer carnes", pois de acordo com elas, a proteína da carne é essencial pro crescimento dele, etc.Minha amigona e xará Carolina Bello, com sua família, são um exemplo de que dá pra viver sem carne sim, e bem. A filha dela, Marina, tem a mesma idade que o Pietro e é uma menina linda e cheia de saúde!
Outra pessoa querida que conheci recentemente e que também é vegetariana, é a Gabriella.
Gabriella é vegetariana desde que nasceu. Segundo ela, quando a mãe era criança viu alguém matando um porco e desde então nunca mais comeu carne. Ela cresceu em uma família vegetariana e acha um absurdo as pessoas dizerem que quem não come carne vive menos ou tem algum tipo de deficiência.
Essas são só algumas, das várias pessoas que conheço e que são vegetarianas.
Não parei de dar carne pro Pietro, porque eu não quis. Não achei necessário, considerando que minha decisão foi pessoal. Vai caber a ele decidir, mas enquanto isso, vai saboreando os pratos que o papai (também vegetariano por escolha própria) faz em casa ;)
Links sobre o assunto: Sociedade Brasileira Vegetariana
Vista-se
Restaurante Vegetalle em Campinas
22 de maio de 2012
Revista Veja e a matéria sobre o 1º guia da Sociedade Brasileira de Pediatria- Out2009
Como perdi a revista, resolvi reproduzir abaixo a matéria da Veja de Outubro de 2009, retirada do próprio site. Fui presenteada com essa edição logo após o nascimento do Pietro e o conteúdo dessa matéria é muito interessante. Vale a pena ler! :)
Bebês - O novo manual de instruções
Papais e mamães, agradeçam aos avanços da pediatria: nunca foi tão simples cuidar das crianças pequenas. Basta estar atento aos sinais que elas nos dão, como mostra o primeiro guia da Sociedade Brasileira de Pediatria
Por Adriana Dias Lopes
Não faz tanto tempo assim, os manuais para pais de bebês tinham uma rigidez que lembrava a das regras disciplinares do Exército: "Dê de mamar de três em três horas", "Se a criança não quer ficar no berço, feche a porta e deixe-a chorar", "Evite ficar com o bebê muito tempo no colo para não mimá-lo demais". Era um tal de faça isso, não faça aquilo, isso pode, aquilo não, que muitos pais se sentiam impotentes para cumprir tantas normas. Para não falar da ansiedade criada com prazos aparentemente inexplicáveis. Um deles: se o meninão ou a princesinha não tirassem a fralda até os 2 anos, podia ser sinal de que alguma coisa estava errada em seu desenvolvimento. Dois anos! Mas, em meio a tantas revoluções, há uma em curso também na pediatria. Não se via nada igual desde o século XIX, quando a saúde da criança foi transformada em especialidade médica. Os avanços nos conhecimentos sobre a fisiologia e a psicologia infantil e os progressos nos exames de imagem permitiram desvendar boa parte do funcionamento do organismo dos pequenos. E as notícias trazidas pela ciência do bebê são animadoras. "Na verdade, cuidar deles é bem mais simples do que se imaginava", diz o pediatra Marcelo Reibscheid, médico do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Atualmente, as orientações para a primeiríssima infância baseiam-se, em sua maioria, em sinais emitidos pelos principais interessados. É o caso da fralda. Podem estar certos, mamãe e papai, de que em algum momento, até os 4 anos de idade, o fofinho ou a fofinha começarão a dar sinais de que não precisam mais de um bumbum tão forradinho.
Essa nova e mais serena visão sobre a vida não tão complicada (mas nem por isso muito tranquila) dos bebês está esmiuçada no primeiro guia elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, o mais completo já lançado no Brasil. Publicado pela editora Manole, Filhos, da Gravidez aos 2 anos de Idade tem 376 páginas de pura autoajuda. Está tudo ali: como lidar com o choro, regular o uso da chupeta e aliviar as cólicas do seu queridinho, entre outras recomendações. Um dos capítulos mais interessantes refere-se à amamentação. O guia reforça a importância do aleitamento materno, mas vai além, ao não estabelecer horários pétreos. Seus autores concluíram que, como o leite materno é digerido muito rapidamente e como dois bebês não costumam mamar no mesmo ritmo ou com a mesma intensidade, é impossível fixar um intervalo regular entre as mamadas. O que vale agora é a chamada "mamada guiada" - o bebê determina quando e quanto se alimentar, o que o ajuda também a controlar os mecanismos da saciedade. Quer ter uma ideia da mudança que isso significa? Dê uma folheada em A Vida do Bebê, de autoria do pediatra carioca Rinaldo De Lamare, considerado ainda por muitos a bíblia dos cuidados com os filhos pequenos. Lançado pela primeira vez em 1941, o manual está em sua 42ª edição e já ultrapassou 7 milhões de cópias. Sobre amamentação, a cartilha de De Lamare preconiza que o tempo entre uma mamada e outra deveria ficar entre duas e quatro horas. "Mamada guiada": sim, você aí, pingando leite, terá de ficar à disposição, na base do "venha a mim a criancinha".
A partir do momento em que foi possível flagrar o cérebro dos bebês em atividade e acompanhar seu desenvolvimento, os rumos da pediatria mudaram drasticamente. Até o início da década de 80, as orientações dos pediatras aos pais eram feitas, sobretudo, por meio da observação pura e simples do comportamento infantil. As recomendações atuais são mais precisas porque são baseadas em informações comprovadas cientificamente. Cólicas, por exemplo: durante muito tempo, acreditou-se que as cólicas que castigam alguns bebês (e seus pais) nos primeiros três meses de vida eram consequência da má digestão. Disso resultavam receitas de remédios antigases. Pois não é nada disso. As dores abdominais são decorrentes da imaturidade do sistema nervoso central, que ainda não consegue coordenar os movimentos peristálticos do intestino. Ou seja, as cólicas são fruto das contrações irregulares da parede intestinal do bebê. Aos 31 anos, a nutricionista Andréa Santa Rosa tem três filhos - Felipe, de 10 meses; Nina, de 4 anos, e Pedro, de 6. As três crianças tiveram cólicas. Apesar da aflição pelo sofrimento que as dores acarretavam nos coitadinhos, Andréa nunca se desesperou. "O fato de eu saber que meus filhos tinham esse desconforto porque o sistema digestivo deles ainda não funcionava adequadamente me deixava menos ansiosa", diz ela.
A alimentação dos bebês é outro capítulo em que ocorreram mudanças extraordinárias. Foi constatado que, como o sistema imunológico dos pequenos só amadurece por volta dos 2 anos, crianças com até essa idade são mais suscetíveis a alergias. Por isso, ao contrário do que se pregava antes, o leite de vaca deve ser evitado a todo custo, ao menos durante o primeiro ano de vida. E não adianta diluí-lo em água, de forma a torná-lo mais palatável ao bebê. Tal hábito está formalmente condenado pela Academia Americana de Pediatria desde o início dos anos 2000. Explica-se: o leite de vaca (diluído ou não) é riquíssimo em proteínas que o organismo dos bebês não está preparado para processar em quantidades elevadas. Quando as moléculas dessas proteínas caem na corrente sanguínea sem que tenham sido digeridas adequadamente, as células de defesa ainda imaturas do bebê podem identificá-las como agentes agressores e partir para o ataque. Resultado: pode aparecer um quadro de alergia alimentar. A descoberta de como o organismo reage ao leite em seus primeiros anos de vida propiciou o aperfeiçoamento das fórmulas infantis. Além das proteínas modificadas do leite de vaca, as versões mais modernas, lançadas no início dos anos 2000, contêm probióticos, as bactérias do bem que ajudam a regularizar o ritmo dos intestinos e reforçam o sistema imunológico.
Ao assoprar as velinhas de seu segundo aniversário, a criança terá somado cerca de 130 bilhões de neurônios. É a etapa em que o ser humano mais desenvolve células nervosas. Sem as experiências dos primeiros anos de vida, no entanto, eles são um livro praticamente em branco. "Os neurônios precisam de estímulos para que formem conexões fortes e amplas", diz o pediatra Fernando Fernandes, da Universidade Federal de São Paulo. De acordo com os estudos do economista americano James Heckman, ganhador do Prêmio Nobel de 2000, quanto antes uma criança for estimulada, maior será a chance de ela se tornar um adulto bem-sucedido - com mais recursos cognitivos e emocionais para enfrentar a vida. Por estímulos, entenda-se desde o hábito de contar histórias até ouvir música e brincar com ela. Numa de suas pesquisas, Heckman demonstrou que uma criança de 8 anos que tenha tido sua memória estimulada aos 3, por meio de jogos, domina cerca de 12.000 palavras - o triplo de uma criança da mesma idade que não tenha recebido o mesmo incentivo. Um trabalho conduzido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os bebês que passam a maior parte de seu primeiro ano de vida no berço, sem muito contato físico com seus familiares, não se desenvolvem normalmente. Eles demoram a sentar e a andar. Ou seja, agrados e carinhos ajudam a fortalecer as conexões entre os neurônios, sobretudo aqueles responsáveis pelo equilíbrio e pela locomoção.
Estímulos em excesso, no entanto, podem fazer mal. Uma criança que é forçada a começar a escrever antes dos 5 anos tende a apresentar problemas de aprendizado. Um dos mais comuns é a troca do "p" pelo "b". Até que ponto se deve exercitar um bebê? Voltemos aos preceitos da novíssima pediatria moderna: é ele que dará os sinais se papai e mamãe estão exagerando. "O interesse da criança é o melhor indicador da qualidade e da quantidade do estímulo oferecido", diz o neuropediatra José Salomão Schwartzman. Se o garotinho de 3 anos demonstra interesse em aprender a escrever o próprio nome, mas se recusa a se aventurar em outras palavras, os pais não devem forçá-lo. Ele está simplesmente dando a entender que não está maduro o suficiente para ir além. Em meados do século passado, o pediatra e psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971), um dos pioneiros em ressaltar a importância dos primeiros anos de vida no desenvolvimento emocional do ser humano, costumava dizer que "a maternidade se configura pela capacidade inata de segurar um bebê". Ao que os especialistas de hoje acrescentariam: e de observá-lo. E de respeitá-lo. Não se sinta excluído: isso também vale para você, papai.
Leia matéria na íntegra em: http://veja.abril.com.br/141009/bebes-novo-manual-instrucoes-p-138.shtml
A escolha do Pediatra
Ao longo desses 3 anos, até mesmo antes do Pietro nascer, tenho ouvido inúmeros conselhos e sugestões de como cuidar do meu filho. Inclusive na hora de escolher o(a) pediatra.
Uma coisa é fato: você que vai ser mãe pela primeira vez, vai ouvir MUITA coisa.
Na maioria das vezes são sugestões e conselhos de pessoas com boas intenções e vontade de ajudar. Mas também tem aqueles que amam palpitar sobre a vida alheia. Assistem Supernanny ou lêem algum livro do Içami Tiba e pronto: já se acham altamente qualificados para educar crianças - no caso, os filhos dos outros.
A verdade é que a gente precisa saber "filtrar" essas informações mesmo que venham de pessoas muito bem intencionadas. Veja bem, não estou dizendo que não se deve ouvir conselho nenhum. Ao contrário, a gente precisa de uma "luz" afinal sentimos a responsabilidade de pôr um ser humano no mundo e ficamos sem saber o que fazer, como agir, o que é certo ou errado, faz mal, etc.
Filtrar as informações é pesquisar a respeito e agir de acordo com o que seu instinto de mãe diz. Sim, essa coisa do instinto é real. Ás vezes estamos à beira de fazer alguma coisa levada por uma idéia de outra pessoa, aí vem aquela "vozinha" lá no fundo que diz: "é melhor não!" e a gente muda de idéia. Essa tal voz é o instinto, sexto sentido de mãe ou seja lá como for classificado, mas existe.
Portanto, na hora de escolher um pediatra ou de ouvir conselhos sobre a criação de seu filho, aprendi que temos que analisar.
Muitas pessoas dizem: "Ah, mas tal pediatra é super experiente!" ou então: "se ele falou, quem sou eu pra discordar?!"
Ora, você é a mãe!
Tirando a parte mais técnica que envolve o diagnóstico e tratamento de doenças, por exemplo (afinal anos de estudos em Medicina também não são à toa e respeito muito todos os profissionais), cada criança é de um jeito e nas questões comportamentais podem até existir padrões pré-estabelecidos por estudiosos mas somos todos passíveis de variações.
Li uma reportagem na revista Veja, em Outubro de 2009, sobre o lançamento do Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria e novas constatações dos médicos. Para se ter uma idéia, há anos atrás os estudos tinham sido baseados por meio da observação pura e simples do comportamento infantil. Só então quando foi possível flagrar o cérebro dos bebês em atividade e acompanhar seu desenvolvimento, é que os rumos da pediatria mudaram drasticamente.
O que eu quero dizer é: confie no profissional de sua escolha, mas também é bom se informar, abrir a mente para as informações e principalmente, seguir o instinto materno.
P.S.: Muitos pais também desenvolvem esse instinto ;)
Uma coisa é fato: você que vai ser mãe pela primeira vez, vai ouvir MUITA coisa.
Na maioria das vezes são sugestões e conselhos de pessoas com boas intenções e vontade de ajudar. Mas também tem aqueles que amam palpitar sobre a vida alheia. Assistem Supernanny ou lêem algum livro do Içami Tiba e pronto: já se acham altamente qualificados para educar crianças - no caso, os filhos dos outros.
A verdade é que a gente precisa saber "filtrar" essas informações mesmo que venham de pessoas muito bem intencionadas. Veja bem, não estou dizendo que não se deve ouvir conselho nenhum. Ao contrário, a gente precisa de uma "luz" afinal sentimos a responsabilidade de pôr um ser humano no mundo e ficamos sem saber o que fazer, como agir, o que é certo ou errado, faz mal, etc.
Filtrar as informações é pesquisar a respeito e agir de acordo com o que seu instinto de mãe diz. Sim, essa coisa do instinto é real. Ás vezes estamos à beira de fazer alguma coisa levada por uma idéia de outra pessoa, aí vem aquela "vozinha" lá no fundo que diz: "é melhor não!" e a gente muda de idéia. Essa tal voz é o instinto, sexto sentido de mãe ou seja lá como for classificado, mas existe.
Portanto, na hora de escolher um pediatra ou de ouvir conselhos sobre a criação de seu filho, aprendi que temos que analisar.
Muitas pessoas dizem: "Ah, mas tal pediatra é super experiente!" ou então: "se ele falou, quem sou eu pra discordar?!"
Ora, você é a mãe!
Tirando a parte mais técnica que envolve o diagnóstico e tratamento de doenças, por exemplo (afinal anos de estudos em Medicina também não são à toa e respeito muito todos os profissionais), cada criança é de um jeito e nas questões comportamentais podem até existir padrões pré-estabelecidos por estudiosos mas somos todos passíveis de variações.
Li uma reportagem na revista Veja, em Outubro de 2009, sobre o lançamento do Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria e novas constatações dos médicos. Para se ter uma idéia, há anos atrás os estudos tinham sido baseados por meio da observação pura e simples do comportamento infantil. Só então quando foi possível flagrar o cérebro dos bebês em atividade e acompanhar seu desenvolvimento, é que os rumos da pediatria mudaram drasticamente.
O que eu quero dizer é: confie no profissional de sua escolha, mas também é bom se informar, abrir a mente para as informações e principalmente, seguir o instinto materno.
P.S.: Muitos pais também desenvolvem esse instinto ;)
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